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Adeus à fritadeira: este novo aparelho de cozinha vai muito além de fritar, oferecendo nove métodos de confeção num só dispositivo.

Pessoa a cozinhar legumes numa grelha elétrica verde, numa cozinha moderna com bancada de madeira.

Na noite em que percebi que a minha fritadeira de ar estava a chegar ao fim, ela não estava avariada.
Estava só… solitária.
Na bancada, aquela caixa preta e volumosa que só fazia uma coisa: soprar ar quente sobre batatas fritas congeladas enquanto a massa fervia no fogão e os legumes amuavam no frigorífico.

Entretanto, uma amiga enviou-me uma foto da cozinha minúscula do seu apartamento: um único aparelho prateado e discreto, um tabuleiro de legumes assados, um pão de massa-mãe a levedar num canto e um frango perfeitamente dourado a repousar ali ao lado.
A mesma área ocupada que a minha fritadeira de ar.
Nove modos de cozedura diferentes.

Nessa noite, a fritadeira de ar voltou para o armário.
Algo tinha claramente mudado.

De fritadeira de ar de uso único a verdadeiro polivalente

Entre agora em qualquer cozinha e verá a mesma cena: a fritadeira de ar mora na bancada como um pequeno altar às batatas estaladiças.
Zune, apita, promete “fritos saudáveis” e depois… fica por aí.

Ao lado, muitas vezes temos uma torradeira, uma panela de cozedura lenta, uma panela de arroz, talvez até um mini forno de pizza.
Tanto plástico e metal, tantos aquecimentos repetidos e fichas na tomada, só para pôr o jantar na mesa.
É exatamente aqui que entram os novos híbridos “9 em 1” (multicooker/forno de ar) e, discretamente, roubam a cena.

Imagine isto: um único aparelho que frita a ar, coze no forno, assa, grelha, cozinha lentamente, cozinha a vapor, desidrata, reaquece e até leveda massa.
Carrega num botão, coloca um tabuleiro de legumes marinados num nível, um pedaço de salmão noutro, e deixa-o tratar do tempo.

Uma leitora disse-me que vendeu a fritadeira de ar, a panela de cozedura lenta e o mini-forno ao fim de três meses com o novo aparelho.
A bancada, de repente vazia, foi como ganhar uma cozinha nova sem obras.
Até a conta da eletricidade desceu um pouco, porque este forno compacto aquece mais depressa e desperdiça menos calor do que o forno grande embutido.

O que está realmente a acontecer é uma pequena revolução na forma como pensamos o calor.
Em vez de um aparelho = um método, estas máquinas usam uma ventoinha potente, sensores precisos e software inteligente para moldar o mesmo calor de maneiras diferentes.

Calor alto e seco com ventoinha rápida? É o modo fritar a ar.
Temperatura suave e estável com uma panela tapada? É cozedura lenta.
Junte impulsos de vapor e calor uniforme de todos os lados e, de repente, está a cozer pão que parece ter saído de um forno profissional.

Já não estamos a comprar “gadgets”.
Estamos a comprar motores de calor flexíveis que se adaptam ao que nos apetece comer esta noite.

Nove formas de cozinhar com um só aparelho (sem enlouquecer)

O segredo para sobreviver a qualquer máquina 9 em 1 é começar com apenas dois ou três modos.
Pense nisso como adotar um colega de casa com muitos talentos: não lhe pede para fazer tudo no primeiro dia.

Comece por fritar a ar, assar e reaquecer.
Só esses três já substituem a sua antiga fritadeira de ar, o forno usado “só para um tabuleiro” e o micro-ondas que transforma pizza em borracha.
Quando estiver confortável, adicione um dia de cozedura lenta ao domingo e, depois, um teste de pastelaria ao fim de semana. Vai notar depressa que a porta do forno abre menos e o fogão fica estranhamente limpo.

A grande armadilha é tentar aprender os nove métodos do manual de uma só vez.
Acaba perdido em botões e programas, e volta a rastejar para a frigideira habitual no fogão.

Vá antes receita a receita.
Procure por “refeições num tabuleiro adaptadas ao forno de ar” ou “receitas de slow cooker convertidas para multicooker” e use o tempo e a temperatura recomendados pelo aparelho como âncora.
Sim, às vezes a primeira lasanha fica um bocadinho demasiado tostada por cima ou o frango ligeiramente mal passado no interior.
Não faz mal: o jantar come-se na mesma.
Sejamos honestos: ninguém recalibra todas as receitas com cronómetro e termómetro.

Há também o lado emocional: muitos de nós sentimo-nos secretamente culpados por ter uma máquina brilhante que mal usamos.
Uma cozinheira caseira com quem falei disse-me, meio a rir, meio envergonhada:

“Comprar o 9 em 1 pareceu admitir derrota como ‘cozinheira a sério’.
Depois percebi que era exatamente o contrário: finalmente tinha tempo para estar com os meus filhos enquanto o jantar praticamente se fazia sozinho.”

Por isso, se está a perguntar-se o que este tipo de aparelho consegue realmente fazer, aqui vai a versão curta - numa caixa para ter à mão:

  • Fritar a ar: para legumes estaladiços, batatas, nuggets, asas.
  • Assar: frango inteiro, tabuleiros de legumes, filetes de peixe.
  • Cozer (forno): bolos, bolachas, brownies, pães pequenos.
  • Grelhar/dourar (grill/broil): gratinados rápidos, tostas com queijo, superfícies caramelizadas.
  • Cozedura lenta: guisados, pulled pork, caris, pratos de feijão.
  • Vapor: peixe delicado, dumplings, reaquecer arroz sem o secar.
  • Desidratar: chips de fruta, ervas, granola caseira em pedaços.
  • Reaquecer: sobras que sabem a “feito na hora”, não tristes.
  • Levedar/manter quente: massa a levedar, chocolate derretido, manteiga amolecida.

O que esta mudança altera no dia a dia da cozinha

Quando o novo aparelho substitui a fritadeira de ar de uso único, as pequenas coisas começam a mudar primeiro.
Deixa de perguntar “O que é que posso fritar?” e passa a perguntar “O que é que consigo cozinhar num tabuleiro?”

Numa terça-feira, mistura cenouras, batatas e coxas de frango cortadas com óleo e especiarias diretamente no tabuleiro.
Carrega em assar.
Vinte minutos depois, mexe uma vez, talvez mude para fritar a ar nos últimos cinco, e o jantar praticamente caminha sozinho até à mesa.
Os fins de semana começam a cheirar a pão caseiro, mesmo que só tenha visto metade de um tutorial no YouTube e seguido “mais ou menos”.

Há um alívio estranho em perceber que não precisa de cinco aparelhos para cozinhar “a sério”.
A tralha física desaparece e, com ela, algo na cabeça também se desentope.

Fica mais corajoso com os legumes porque assá-los passa a ser tão fácil como carregar no mesmo botão que usava para batatas.
Reaquece sobras sem aquela textura de micro-ondas que toda a gente finge não odiar.
As panelas com comida agarrada tornam-se visitas mais raras no lava-loiça.
Todos conhecemos aquele momento em que olha para o fogão sujo depois de um dia longo e pensa: eu só queria massa, não um campo de batalha.

Esta mudança não é sobre idolatrar um gadget.
É sobre aceitar que um calor inteligente, com vários modos, pode apoiar discretamente a vida real: horários caóticos, pouca energia, gostos familiares que não batem certo, cozinhas pequenas que têm de fazer tudo.

Algumas pessoas vão manter a fritadeira de ar como plano B ou para residências universitárias, claro.
Ainda assim, a direção é clara: os aparelhos que só fazem uma coisa estão a perder terreno para ferramentas compactas e flexíveis que nos acompanham desde jantares rápidos a sós até assados de festa.
A história não é bem “adeus, fritadeira de ar”.
É mais: bem-vindo a uma cozinha onde uma máquina pensada finalmente puxa o seu peso.

Ponto-chave Detalhe Valor para o leitor
Versatilidade 9 em 1 Substitui fritadeira de ar, mini-forno, panela de cozedura lenta e mais, num único aparelho compacto Liberta espaço na bancada e reduz o excesso de gadgets
Poupança de energia e tempo Aquece mais depressa do que um forno grande e cozinha vários pratos em níveis diferentes Reduz o tempo de cozedura e o consumo de energia em refeições do dia a dia
Melhor cozinha diária Fritar a ar, assar, cozer e reaquecer com a mesma interface familiar Torna a cozinha caseira menos stressante e mais consistente

FAQ:

  • Pergunta 1: Um aparelho 9 em 1 é mesmo melhor do que uma fritadeira de ar normal?
  • Pergunta 2: Pode substituir um forno de tamanho normal para uma família?
  • Pergunta 3: A comida sabe mesmo tão bem como no fogão ou no forno?
  • Pergunta 4: É complicado limpar todas as peças?
  • Pergunta 5: O que devo procurar ao escolher o meu primeiro aparelho 9 em 1?

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