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O seu telemovel esta a descarregar mesmo quando nao esta a ser utilizado desative estas duas definicoes e poupe dezenas de por cento

Mão a segurar smartphone com opções de localização; mapa, relógio e cabo USB em segundo plano.

No autocarro (ou no sofá), o cenário é parecido: olha para o telemóvel “só um segundo”, o ecrã apaga… e mesmo assim a bateria continua a descer. Isso não é magia. Normalmente são permissões e tarefas em segundo plano a acordar o sistema vezes demais.

Porque a bateria cai quando “não está a fazer nada”

Com o ecrã desligado, o telemóvel tenta entrar em modos de baixo consumo. Duas coisas atrapalham mais:

  • Apps a trabalhar em segundo plano (atualizações, sincronizações, anúncios, feeds).
  • Localização e varrimentos (GPS, Wi‑Fi e Bluetooth a ajudar a “adivinhar” onde está).

Regra prática: em muitos telemóveis, uma descarga em repouso “normal” anda perto de 0,5–1% por hora. Se está a ver 2–4% por hora sem uso, quase sempre há algo a manter o telefone acordado (ou sinal de rede fraco a forçar a antena).

As duas definições que mais drenam em silêncio

A ideia é simples: cortar o que acorda o telemóvel sem necessidade. Estas duas mudanças, por si só, costumam ter mais impacto do que “truques” aleatórios.

1) Desativar a atualização/atividade em segundo plano (apps)

Isto permite que redes sociais, lojas, notícias e jogos se mantenham “a mexer” sem abrir nada. Cada ciclo desses costuma gastar rede + CPU e, às vezes, puxa também por localização indiretamente.

No iPhone (iOS):

  • Definições → Geral → Atualização em segundo plano
  • Desative por completo ou deixe só o essencial (por exemplo, apps de mensagens/voz que usa mesmo)

No Android (varia por marca):

  • Definições → Bateria → Utilização da bateria / Bateria por app
  • Nas apps “suspeitas”: coloque atividade em segundo plano como Restrita (ou equivalente)

O que muda na prática: menos “acordares” ao longo do dia e menos consumo quando está no bolso. Troca típica: alguns feeds carregam quando abre a app (em vez de já virem “prontos”).

2) Limitar a localização (e a “localização precisa”) ao estritamente necessário

Localização não é só GPS: pode incluir varrimento de Wi‑Fi e Bluetooth para melhorar a precisão. Em cidade, isso pode manter o telefone em trabalho constante, sobretudo se muitas apps estiverem em “Sempre”.

No iPhone (iOS):

  • Definições → Privacidade e Segurança → Serviços de Localização
  • Para a maioria das apps: Ao usar a app
  • Desative Localização precisa onde não faz diferença (redes sociais, lojas, classificados, etc.)

No Android:

  • Definições → Localização → Permissões de localização
  • Mude apps para Permitir apenas durante a utilização
  • Em “Serviços de localização” (quando existir): desligue melhorias/varrimentos que não usa (ex.: pesquisa por Wi‑Fi/Bluetooth)

Erro comum: deixar “Sempre” em apps que não precisam (compras, redes sociais, entrega que já não usa). Muitas vezes são essas que mais pedem localização em background.

O que desativar sem estragar o dia (e o que manter)

Nem tudo deve ser desligado “a eito”. O objetivo é reduzir ruído sem perder funções importantes.

Definição Onde mexer Impacto típico
Atualização/atividade em segundo plano iOS: Geral → Atualização em segundo plano / Android: Bateria por app Conteúdo menos instantâneo; menos consumo em repouso
Localização “Sempre” + localização precisa iOS/Android: Privacidade/Localização → Permissões Menos rastreio; mapas funcionam na mesma quando abertos

Triagem rápida que costuma resultar:

  • Abra as estatísticas de bateria (últimas 24 h) e procure 2–3 apps no topo que não justificam estar ali.
  • Corte primeiro atividade em segundo plano nessas apps.
  • Depois, na localização, deixe “Sempre” só para casos muito específicos (ex.: anti-roubo/segurança ou dispositivos/trackers, se realmente depende disso).

Nota realista: se a bateria já está degradada (por exemplo, iPhone a indicar saúde abaixo de ~80%), estas mudanças ajudam sobretudo no repouso-não transformam uso intensivo (jogos/câmara/5G) num milagre.

Um teste simples para confirmar a poupança (em 24 horas)

Sem apps extra, sem reset:

  1. Carregue até um valor redondo (ex.: 80%).
  2. Faça um dia normal com as duas definições ajustadas.
  3. Compare ao fim da tarde: percentagem, tempo de ecrã ligado e tempo em repouso nas estatísticas.

Se a melhoria aparecer mais no “repouso” do que no “ecrã ligado”, é um bom sinal: o desperdício estava mesmo no background.

FAQ:

  • Posso desativar a atualização em segundo plano e continuar a receber notificações? Sim. Notificações push podem continuar a chegar; o que muda é que a app deixa de “pré-carregar” conteúdo constantemente.
  • Desligar localização “precisa” estraga o Google Maps/Mapas? Normalmente não. Mantenha a localização ativa e permita “Ao usar a app” para navegação. O ganho maior vem de evitar “Sempre” e precisão máxima em apps que não precisam.
  • Isto resolve a bateria fraca em telemóveis antigos? Ajuda bastante, mas não faz milagres. Vai notar mais diferença em repouso; em uso pesado o limite pode ser mesmo a saúde da bateria.
  • Que apps devo deixar com permissões mais abertas? Só as que dependem disso: navegação (durante o uso), segurança/anti-roubo e comunicações essenciais. Mesmo nessas, reveja se “Sempre” é mesmo necessário.

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