A mesa de centro na sala foi, durante muito tempo, uma escolha quase obrigatória em inúmeros projectos de decoração. Contudo, nos espaços contemporâneos, este elemento tem vindo a dar lugar a opções mais leves e flexíveis, pensadas para favorecer a circulação, o conforto e diferentes utilizações - sobretudo em apartamentos mais pequenos e salas integradas.
Que tendência está a substituir a mesa de centro tradicional?
A solução que mais tem ocupado o lugar da mesa de centro na sala assenta em peças soltas, modulares e multifuncionais. Mesas de apoio, bancos, pufes, mesas em «C» e mesas encaixáveis podem aproximar-se do sofá conforme a necessidade. Em vez de existir uma única peça pesada no centro da divisão, a composição passa a incluir elementos mais pequenos, simples de deslocar e adequados às várias actividades diárias.
Estes móveis mantêm a função habitual de apoio para bebidas, comandos e livros, mas oferecem maior liberdade de organização e de passagem. Podem ser puxados para junto do sofá quando fazem falta ou afastados para criar área livre para as crianças brincarem, fazer exercício, abrir um berço portátil ou receber mais pessoas em convívios informais.
Veja o vídeo do canal de YouTube Doma Arquitetura sobre como organizar o layout da sala de estar de forma fluida e recorrer a pequenas mesas de apoio em vez da mesa de centro tradicional:
https://www.youtube.com/watch?v=E_tM0f1I1rQ
Porque está a mesa de centro a perder espaço na sala de estar?
Em muitos projectos, a mesa de centro na sala de estar acaba por dificultar a circulação, especialmente em divisões compactas. A distância entre o sofá, o móvel de televisão e a mesa central pode tornar-se demasiado reduzida, tornando a passagem menos cómoda e o espaço menos prático no quotidiano.
Actualmente, a sala é usada para descansar, trabalhar, jogar e até fazer exercício. Peças mais leves e móveis de apoio facilmente deslocáveis respondem melhor a esta realidade, oferecendo vantagens concretas a quem utiliza o espaço:
- Leveza visual: menos volume no centro faz com que a sala pareça mais «a respirar».
- Praticidade: podem ser deslocados sem esforço para limpar ou reorganizar a divisão rapidamente.
- Segurança: diminuem o risco de embates, sobretudo quando há crianças ou pessoas idosas.
- Versatilidade: permitem alterar a disposição de acordo com o número de pessoas e a actividade em curso.
Como aplicar esta tendência em salas pequenas e médias?
Nas salas de menor dimensão, trocar a mesa de centro na sala por soluções mais compactas costuma melhorar de imediato a circulação e a percepção de amplitude. Uma opção funcional consiste em escolher duas ou três mesas de apoio pequenas, distribuídas junto do sofá e do cadeirão, que podem ser reunidas em frente do estofado sempre que necessário.
Outra alternativa passa pelos pufes estofados ou bancos baixos com tampo rígido. Em dias com mais visitas, servem como lugares sentados adicionais e, quando recebem um tabuleiro, transformam-se num apoio para bebidas e petiscos. Em divisões muito estreitas, as mesas em «C», encaixadas na lateral do sofá, permitem pousar um computador portátil, uma refeição ligeira ou um livro sem ocupar muita área de chão e sem bloquear o centro da divisão.
Como tornar a sala mais moderna com pouco dinheiro e sem obras?
Renovar a sala sem recorrer à clássica mesa de centro não exige um grande orçamento nem intervenções estruturais. Muitas vezes, basta retirar a peça central durante alguns dias e perceber como o ambiente funciona sem ela. A partir daí, é possível fazer ajustes progressivos com opções acessíveis, como bancos de madeira, um pufe estofado ou uma pequena mesa lateral metálica.
Os objectos que normalmente ficariam sobre a mesa de centro podem ser distribuídos por cestos junto ao sofá, tabuleiros colocados no braço do estofado e nichos no móvel de televisão. Desta forma, tudo se mantém arrumado sem ocupar a zona central. Para criar um destaque visual, tapetes maiores, candeeiros de pé e quadros bem posicionados podem assumir o protagonismo, deixando a sala mais actual, funcional e adequada à forma como a casa é vivida hoje.






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